Por que os homens fogem de Compromissos?

O Universo Masculino tem sido um Enigma para a Maioria das mulheres, e imagino que assim como uma menina de 15 anos tem dificuldades de captar o funcionamento do comportamento masculino, as mulheres de 40 também estão com as mesmas dificuldades.
O que será que nos distancia da Compreensão plena do Universo Masculino?
O maior medo dos homens tem sido desde que me conheço por Mulher, a tal fobia por Compromisso, mas o que é assumir um compromisso na cabeça masculina?
Ontem conversando na sala de casa, abordamos este assunto, por que será que os homens fogem do Compromisso?
Será que as mulheres estão mostrando com gentileza o quanto é maravilhoso um relacionamento que só se aprofunda, que com a convivência só traz mais força e prazer para ambos? Estamos nós mulheres, acolhendo este medo? Temos paciência e respeito ao Universo Masculino? Afinal, no momento atual, o masculino ainda possui raízes machistas e patriarcais, e a maioria dos homens fica à mercê deste medo quase arcaico.
Como ajudá-los a enfrentar o medo do Amor, do Apaixonar-se, da falta de controle sobre os sentimentos, a entrega total ao prazer e ao outro?
Imagino que muitas mulheres aderem ao tal jogo do poder, que são aqueles joguinhos de faz de conta que não nos importamos, aquela indiferença quando na verdade gostaríamos de ligar e enviar mensagens de saudades e carinho. Acho que estes jogos em minha análise uma agressão profunda ao nosso Universo Feminino, e de certa forma, estamos contribuindo para a rigidez do universo masculino.
Os homens fogem do Compromisso? Para um homem que não reflete sobre os profundos mitos e estereótipos masculinos, este acaba repetindo o padrão comum… e qual é? Do homem Herói e Guerreiro, o que luta, conquista e ainda quer ser reconhecido pela conquista. E neste momento, se a mulher não se deixa ser a presa e conquistada, de nada ele terá prazer de conquistá-la. Imagino a revolta da maioria de nós mulheres, de termos que fingir em sermos a presa? Como lidar com o Arquétipo do Guerreiro? Em primeiro lugar é não entrar na guerra ou Luta, pois Amor verdadeiro não combina com pressão, ou luta de poder. Liberte-se do Medo, confie em um masculino Guerreiro em outros aspectos: o que sustenta e protege!
A maioria dos homens sentem que Relacionamento é sinônimo de prisão, de falta de liberdade, de falta de ar… Por que eles se sentem assim? Se existe esta fobia masculina de prisão, é porque de alguma forma nós mulheres que os aprisionaram e tiraram a sua liberdade, e aqui entendo que historicamente foi por Medo e por necessidade de controle. Mas a questão é que estamos nos novos tempos, e nenhuma mulher ou homem deseja perder sua liberdade de expressão, a sua liberdade última de Ser.  Então vamos quebrar juntos este estrutura do Controle?
Então, voltando a questão da Conquista… vem o tal dilema, temos que nos tornar difíceis para sermos aceitas em um compromisso, em um Relacionamento, namoro e Casamento? Os homens precisam mesmo achar que as mulheres difíceis, castas, boas moças é que são as ideais para Casar? Quantos valores velhos e ultrapassados ainda trazemos para a vida contemporânea, é quase ridículo todo este drama do Amor.
Em algum lugar da minha Alma, acredito que o Fenômeno Amor vai além de todas estas estruturas culturais e sociais, vai além deste Arquétipo do guerreiro e da Donzela que aguarda o Príncipe Encantado. Acredito que o encantamento vêm com o tempo, com o respeito entre dois seres que vão se conhecendo na Luz e na Sombra. O Mito de Eros e Psique traz em si todo o grande processo de entrega, todas as tarefas que o Feminino atravessa para conquistar o Amor – Eros.
Por que os homens fogem do Compromisso, porque primeiramente nós mulheres estamos estagnadas neste preceito, cultuamos inconscientemente que assim é, e acabamos também reproduzindo este medo coletivo, que Jung profere, em nosso Inconsciente Coletivo.
Que nós mulheres sejamos livres do medo da fuga, do medo de abandono, do medo do desprezo, do medo de não agradarmos, do medo de não casarmos, do medo de não termos um companheiro… infinitos medos que nasceram de um Medo único, vamos desconstruir tudo isso juntos? Homens que fogem devem sempre se perguntar do que fogem? A mim parece o medo de conhecer a Natureza profunda da Mulher, aquela alma instintiva, aquela alma selvagem. O verdadeiro guerreiro arquetípico se funde à alma selvagem e faz o seu coração pulsar, pois na tradição Hindu, Shiva sustenta a Shakti, e assim o Universo se integra.
Por que os homens fogem? Talvez eles fujam porque negam a sua parte feminina, negam que precisam dela para respirar!
Que aprendamos juntos, homens e mulheres a cultivar o Relacionamento Sagrado, e que o compromisso não seja pelos olhos do Ego, mas pela atração da Alma!!!

Jornada Arquetípica

Nos tempos atuais se falarmos da Jornada Arquetípica, nos referimos a muitos Mitos antigos, como a própria história da Humanidade, que nos traz por si só as figuras mitológicas que são eternas. O que faz um Arquétipo ressurgir na atualidade?
O poder do arquétipo é justamente ser o mensageiro de um poder simbólico oculto, e que com a imagem que o representa,  seja um fator de mudança, que nos revele algo e antes de tudo  que nos comunique do Inconsciente Coletivo algo já esquecido por nós.
Acredito que as mulheres estejam vivendo a Jornada Arquetípica quando estão determinadas a se conhecerem melhor, quando estão decididas a lapidar o seu Ego e trazer à superfície a Mulher Selvagem! Esta essência do Selvagem transpassa culturas, sombras, luzes e figuras mitológicas!
O Arquétipo quando surge na superfície, através de uma imagem simbólica traz algo muito mais profundo que o próprio significado da forma, das cores, ou traços, pois o Arquétipo é uma força poderosa sem finalidade material. Eu arriscaria dizer, que o Arquétipo é um meio de alcançarmos o Divino! No Arquétipo, que pode ser a imagem de uma Deusa, Deus, fada, Bruxa, ou qualquer imagem veiculada através dos tempos e culturas, é considerado uma Obra de Arte. E se pensamos que o próprio criador cria a imagem, e ele pode interpretá-la como quiser, assim o Arquétipo, da mesma forma que a Arte, sujeita-se na cultura a diversas interpretações. Atravessa a percepção sensorial da visão, e é interpretado primeiramente aos olhos do Ego. Em muitos casos, o arquétipo é interpretado de forma restrita, ou ingênua, e assim, vira esteriótipo;  neste sentido acaba sendo mais limitador que libertador.
 No arquétipo nos libertamos da forma, no esteriótipo nos prendemos a ela!
Eu diria que quando a Mulher se lança na Jornada da Heroína, na Jornada Arquetípica, ela busca a verdade de seu próprio Mito Pessoal! Na Jornada ela encontra as memórias de sua ancestralidade, pois a Estrutura Psíquica, o Ego é moldado pela interação entre Self e Mundo, Organismo e Meio, entre valores externos e impostos que são introjetados pelo Ego já nas primeiras referências de vir-a-ser. Complexo a Jornada? Ela se torna complexa quando por mecanismos egóicos interrompemos o fluxo saudável de irmos ao encontro da nossa verdade, de nossos desejos mais íntimos,e nos perdemos no grande Labirinto dos esteriótipos.
Quero acreditar que muitas mulheres despertam! Que a Jornada traz heroínas, e que nós todas, indiferentes de idade, cor, fase cíclica, somos heroínas!
A verdadeira Heroína não quer brilhar e chamar atenção na versão Egóica comum, ela quer brilhar quando contempla suas irmãs felizes, e se torna feliz por ser quem é! Só nos libertando de Sombras também coletivas é que alcançamos a saída do Labirinto. O fio de Ariadne é o nosso coração, o nosso desejo de sermos plenas, e de sermos amadas e desejadas.
A Jornada da Heroína começa quando deixamos de lado tudo o que não nos serve mais, deixamos as velhas referências como roupas que ficaram apertadas,  e matamos simbolicamente o Minotauro: que seria o conteúdo de todas as partes sombrias e dolorosas, de todas as partes do nosso ser que nos pulsionam para a Morte e não para a Vida. Neste sentido, matar o Minotauro muitas vezes é árduo, e necessita de muita coragem durante a Jornada. Quando decidimos deixar morrer todas as referências que nos impedem de crescer como Mulheres Maduras, e nos tornam prisioneiras do Modelo esperado e aceito socialmente, rompemos com esta estrutura,  este percurso interno é a própria Jornada da Heroína, pois é o encontro com a verdadeira Autenticidade. E esta por si só traz o Poder da Heróina a superfície, traz a segurança da Guerreira e este Poder resgatado, emerge a paz de Ser Única!
Jamais siga um esteriótipo, pois ele te levará a ruína!
 Ele te fará ser o que você não é de fato!
Seja você mesma, e faça a sua própria Jornada Arquetípica!