Por que os homens fogem de Compromissos?

O Universo Masculino tem sido um Enigma para a Maioria das mulheres, e imagino que assim como uma menina de 15 anos tem dificuldades de captar o funcionamento do comportamento masculino, as mulheres de 40 também estão com as mesmas dificuldades.
O que será que nos distancia da Compreensão plena do Universo Masculino?
O maior medo dos homens tem sido desde que me conheço por Mulher, a tal fobia por Compromisso, mas o que é assumir um compromisso na cabeça masculina?
Ontem conversando na sala de casa, abordamos este assunto, por que será que os homens fogem do Compromisso?
Será que as mulheres estão mostrando com gentileza o quanto é maravilhoso um relacionamento que só se aprofunda, que com a convivência só traz mais força e prazer para ambos? Estamos nós mulheres, acolhendo este medo? Temos paciência e respeito ao Universo Masculino? Afinal, no momento atual, o masculino ainda possui raízes machistas e patriarcais, e a maioria dos homens fica à mercê deste medo quase arcaico.
Como ajudá-los a enfrentar o medo do Amor, do Apaixonar-se, da falta de controle sobre os sentimentos, a entrega total ao prazer e ao outro?
Imagino que muitas mulheres aderem ao tal jogo do poder, que são aqueles joguinhos de faz de conta que não nos importamos, aquela indiferença quando na verdade gostaríamos de ligar e enviar mensagens de saudades e carinho. Acho que estes jogos em minha análise uma agressão profunda ao nosso Universo Feminino, e de certa forma, estamos contribuindo para a rigidez do universo masculino.
Os homens fogem do Compromisso? Para um homem que não reflete sobre os profundos mitos e estereótipos masculinos, este acaba repetindo o padrão comum… e qual é? Do homem Herói e Guerreiro, o que luta, conquista e ainda quer ser reconhecido pela conquista. E neste momento, se a mulher não se deixa ser a presa e conquistada, de nada ele terá prazer de conquistá-la. Imagino a revolta da maioria de nós mulheres, de termos que fingir em sermos a presa? Como lidar com o Arquétipo do Guerreiro? Em primeiro lugar é não entrar na guerra ou Luta, pois Amor verdadeiro não combina com pressão, ou luta de poder. Liberte-se do Medo, confie em um masculino Guerreiro em outros aspectos: o que sustenta e protege!
A maioria dos homens sentem que Relacionamento é sinônimo de prisão, de falta de liberdade, de falta de ar… Por que eles se sentem assim? Se existe esta fobia masculina de prisão, é porque de alguma forma nós mulheres que os aprisionaram e tiraram a sua liberdade, e aqui entendo que historicamente foi por Medo e por necessidade de controle. Mas a questão é que estamos nos novos tempos, e nenhuma mulher ou homem deseja perder sua liberdade de expressão, a sua liberdade última de Ser.  Então vamos quebrar juntos este estrutura do Controle?
Então, voltando a questão da Conquista… vem o tal dilema, temos que nos tornar difíceis para sermos aceitas em um compromisso, em um Relacionamento, namoro e Casamento? Os homens precisam mesmo achar que as mulheres difíceis, castas, boas moças é que são as ideais para Casar? Quantos valores velhos e ultrapassados ainda trazemos para a vida contemporânea, é quase ridículo todo este drama do Amor.
Em algum lugar da minha Alma, acredito que o Fenômeno Amor vai além de todas estas estruturas culturais e sociais, vai além deste Arquétipo do guerreiro e da Donzela que aguarda o Príncipe Encantado. Acredito que o encantamento vêm com o tempo, com o respeito entre dois seres que vão se conhecendo na Luz e na Sombra. O Mito de Eros e Psique traz em si todo o grande processo de entrega, todas as tarefas que o Feminino atravessa para conquistar o Amor – Eros.
Por que os homens fogem do Compromisso, porque primeiramente nós mulheres estamos estagnadas neste preceito, cultuamos inconscientemente que assim é, e acabamos também reproduzindo este medo coletivo, que Jung profere, em nosso Inconsciente Coletivo.
Que nós mulheres sejamos livres do medo da fuga, do medo de abandono, do medo do desprezo, do medo de não agradarmos, do medo de não casarmos, do medo de não termos um companheiro… infinitos medos que nasceram de um Medo único, vamos desconstruir tudo isso juntos? Homens que fogem devem sempre se perguntar do que fogem? A mim parece o medo de conhecer a Natureza profunda da Mulher, aquela alma instintiva, aquela alma selvagem. O verdadeiro guerreiro arquetípico se funde à alma selvagem e faz o seu coração pulsar, pois na tradição Hindu, Shiva sustenta a Shakti, e assim o Universo se integra.
Por que os homens fogem? Talvez eles fujam porque negam a sua parte feminina, negam que precisam dela para respirar!
Que aprendamos juntos, homens e mulheres a cultivar o Relacionamento Sagrado, e que o compromisso não seja pelos olhos do Ego, mas pela atração da Alma!!!
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Jornada Arquetípica

Nos tempos atuais se falarmos da Jornada Arquetípica, nos referimos a muitos Mitos antigos, como a própria história da Humanidade, que nos traz por si só as figuras mitológicas que são eternas. O que faz um Arquétipo ressurgir na atualidade?
O poder do arquétipo é justamente ser o mensageiro de um poder simbólico oculto, e que com a imagem que o representa,  seja um fator de mudança, que nos revele algo e antes de tudo  que nos comunique do Inconsciente Coletivo algo já esquecido por nós.
Acredito que as mulheres estejam vivendo a Jornada Arquetípica quando estão determinadas a se conhecerem melhor, quando estão decididas a lapidar o seu Ego e trazer à superfície a Mulher Selvagem! Esta essência do Selvagem transpassa culturas, sombras, luzes e figuras mitológicas!
O Arquétipo quando surge na superfície, através de uma imagem simbólica traz algo muito mais profundo que o próprio significado da forma, das cores, ou traços, pois o Arquétipo é uma força poderosa sem finalidade material. Eu arriscaria dizer, que o Arquétipo é um meio de alcançarmos o Divino! No Arquétipo, que pode ser a imagem de uma Deusa, Deus, fada, Bruxa, ou qualquer imagem veiculada através dos tempos e culturas, é considerado uma Obra de Arte. E se pensamos que o próprio criador cria a imagem, e ele pode interpretá-la como quiser, assim o Arquétipo, da mesma forma que a Arte, sujeita-se na cultura a diversas interpretações. Atravessa a percepção sensorial da visão, e é interpretado primeiramente aos olhos do Ego. Em muitos casos, o arquétipo é interpretado de forma restrita, ou ingênua, e assim, vira esteriótipo;  neste sentido acaba sendo mais limitador que libertador.
 No arquétipo nos libertamos da forma, no esteriótipo nos prendemos a ela!
Eu diria que quando a Mulher se lança na Jornada da Heroína, na Jornada Arquetípica, ela busca a verdade de seu próprio Mito Pessoal! Na Jornada ela encontra as memórias de sua ancestralidade, pois a Estrutura Psíquica, o Ego é moldado pela interação entre Self e Mundo, Organismo e Meio, entre valores externos e impostos que são introjetados pelo Ego já nas primeiras referências de vir-a-ser. Complexo a Jornada? Ela se torna complexa quando por mecanismos egóicos interrompemos o fluxo saudável de irmos ao encontro da nossa verdade, de nossos desejos mais íntimos,e nos perdemos no grande Labirinto dos esteriótipos.
Quero acreditar que muitas mulheres despertam! Que a Jornada traz heroínas, e que nós todas, indiferentes de idade, cor, fase cíclica, somos heroínas!
A verdadeira Heroína não quer brilhar e chamar atenção na versão Egóica comum, ela quer brilhar quando contempla suas irmãs felizes, e se torna feliz por ser quem é! Só nos libertando de Sombras também coletivas é que alcançamos a saída do Labirinto. O fio de Ariadne é o nosso coração, o nosso desejo de sermos plenas, e de sermos amadas e desejadas.
A Jornada da Heroína começa quando deixamos de lado tudo o que não nos serve mais, deixamos as velhas referências como roupas que ficaram apertadas,  e matamos simbolicamente o Minotauro: que seria o conteúdo de todas as partes sombrias e dolorosas, de todas as partes do nosso ser que nos pulsionam para a Morte e não para a Vida. Neste sentido, matar o Minotauro muitas vezes é árduo, e necessita de muita coragem durante a Jornada. Quando decidimos deixar morrer todas as referências que nos impedem de crescer como Mulheres Maduras, e nos tornam prisioneiras do Modelo esperado e aceito socialmente, rompemos com esta estrutura,  este percurso interno é a própria Jornada da Heroína, pois é o encontro com a verdadeira Autenticidade. E esta por si só traz o Poder da Heróina a superfície, traz a segurança da Guerreira e este Poder resgatado, emerge a paz de Ser Única!
Jamais siga um esteriótipo, pois ele te levará a ruína!
 Ele te fará ser o que você não é de fato!
Seja você mesma, e faça a sua própria Jornada Arquetípica!

Tire os sapatos…

tire os sapatos

Aqui no Espaço Alecrim temos o costume de entrar sem sapatos, para não entrar com energia da rua. O que faz também com que seja um ambiente harmonioso e acolhedor, pois tirar os sapatos nos faz nos sentir em casa, e queremos que vocês se sintam confortáveis. Portanto como o tempo já esta esfriando, aconselhamos a trazerem MEIAS, PANTUFAS etc. para o pé ficar quentinho.

Círculo de Mulheres

Em Busca do Sagrado Feminino é uma proposta para que a Mulher Contemporânea compreenda o seu próprio Espaço Sagrado, e saiba reverenciar a sua própria Beleza e Autenticidade. Que todas as Mulheres possam aprender a Buscar nos Ciclos da Vida o respeito por cada fase e cada face do Feminino. Reconhecer a Mulher Sábia é buscar a verdade em si mesma!

 

A Mulher dos 40

“A mulher Madura”

´Quando entramos nos 40 anos pode ser assustador no início, mas de repente, a mente toma consciência de que a maturidade da mulher lhe proporcionará uma nova ótica e perspectiva, ganhando, portanto, segurança e mais liberdade. Valores são repensados, a força instintiva é canalizada, e a beleza da Loba desperta exala dos poros, como umnovo perfume de mulher madura.

Nesta nova fase, enfrentamos os medos e preconceitos vinculados à velhice e a menopausa. Fazendo as pazes com o lado saudável, é que conseguiremos atravessar esta fase com sabedoria, disponibilizando tempo para o cuidado do corpo, da mente e do espírito.

A maturidade é um momento de reformular propósitos, mudar atitudes e pensar projetos novos. Precisamos nos desapegar de expectativas sociais, solicitações familiares, e papéis desempenhados, e abandonar as máscaras que nos aprisionam em tarefas que já não nos interessam. Somos capazes de abandonar o medo e todas as apreensões quanto ao futuro, tais como:

a preocupação comum sobre o que os outros vão achar de mim se eu deixar de ser boazinha;  ou mesmo abandonar o fantasma de uma velhice solitária, que nos impede de obter novas oportunidades, e de viver outros desafios.

Ter medo da velhice é algo que perturba a mente, a confiança e a auto-estima de muitas mulheres. Principalmente quando a auto-estima está vinculada à beleza e ao amor. Recebemos informações deturpadas e negativas do arquétipo de Afrodite, a deusa grega do amor, da beleza e da sexualidade, através dos vários meios de comunicação, e a mulher contemporânea é mobilizada a buscar a beleza atrelada a um único modelo estético. Ela se sente obrigada a se encaixar neste molde, desde a sua fase de menina. Após a primeira menarca, a Donzela é educada a crescer e a se desenvolver para atrair e seduzir os homens, não de forma espontânea e genuína, mas criando meios artificiais:  o excesso de maquiagem, pinturas nas unhas e cabelos, roupas e acessórios atraentes.  Ela é ensinada a ser uma “bonequinha”, a vestir-se bem e estar sempre bonitinha nos eventos sociais. Este padrão comportamental é quase único, e na verdade o potencial criativo é reprimido. Muitas vezes a moda também impõe cores, texturas, e formas para satisfazer a imaginação do homem. Imaginemos uma donzela rebelde, que gosta de soltar os cabelos e mostrar as unhas da Mulher Selvagem? (termo usado por Clarissa Pinkola Èstes, em Mulheres que Correm com os Lobos). Esta donzela rebelde não é bem-vista e aceita, e muitas vezes sofre preconceito, muitas vezes taxada de puta ou bruxa. O que quero apontar é que o desabrochar da menina e da donzela estão por muito tempo vulneráveis a esta ditadura da beleza artificial, o que na minha compreensão, se torna uma escravidão. Não quero dizer que não seja importante o autocuidado, a satisfação com a autoimagem, mas que deveríamos ter mais liberdade de expressão! Como seria se desde a infância todas as mulheres buscassem a beleza também interior, e que a expressão externa fosse extensão do seu ser? Talvez seríamos mais seguras com o que somos e não com o que temos, e a relação com o corpo seria realmente sagrada.

Sem esta consciência, chegamos cambaleantes aos quarenta anos, tentando driblar as rugas de expressão, os cabelos brancos, as marcas do tempo em nossos corpos, os hormônios se modificando. Percebemos que a mulher madura chega a uma grande crise de identidade, pois ela parece ter que se libertar desta “Ditadura da Beleza” para realmente ser plena e feliz. A maturidade traz certezas de muitas possibilidades, mas também traz à tona a dor de escolhas erradas. A maturidade nos coloca frente a frente com o que não se encaixa mais, com as roupas “sujas”, inadequadas. E neste momento, nesta fase, temos o poder de lavar os julgamentos, as falsas impressões, as distorções sob a nossa autoimagem.

Ouvimos muitos preconceitos e lamentações da mulher madura que está submissa à ditadura da Beleza: a unha está quebrada, meu dente está amarelo, meu cabelo estáseco e branco, minha pela tem manchas e rugas… e aí não para mais… E esta insatisfação e repúdio com o corpo e aspectos da velhice, é o que temos que superar e deixar para trás, como uma roupa que não nos serve mais!

A maturidade é um marco e grito de liberdade! Precisamos olhar o feminino pleno e não machucado. A mulher que deixa de ser objeto passa a ser adorada e admirada, percebe e assume a sua própria beleza e passa a ter amor-próprio!

Encontrar os traços de beleza na mulher madura é uma das pérolas mais lindas no ciclo da vida: se orgulhar da maturidade, da sabedoria, da confiança, da amorosidade, da experiência na sexualidade, perder a vergonha de buscar o prazer, encontrar o orgasmo pleno, retomar o brilho pessoal e genuíno. Esta é a maior pérola – sermos nós mesmas!

É verdade que existe o fantasma de uma velhice solitária, nos moldes patriarcais e machistas, que ainda perpetuam eternamente a Afrodite na face feminina. Não nos enganemos, as faces do feminino estão além do brilho de Afrodite! Que sejamos capazes de não nos iludirmos com o medo de que não seremos mais boas e belas para nenhum homem; devemos estar livres destas amarras! Que sejamos capazes de não nos corrompermos mais com os valores patriarcais. Não somos objetos! Mas sim, podemos ser as protagonistas das nossas próprias vidas e escolhas!

Que vergonha tenho de também sentir este medo!  Mas devemos aceitar que ele existe e que foi perpetuado por muitas gerações; carregamos da nossa ancestralidade a grande sombra coletiva: o medo do abandono. Aceitar a maturidade é saber que seremos capazes de nos cuidarmos sozinhas, capazes de sermos fortes e independentes, e que se confiarmos em nós mesmas, teremos amor e tudo que desejarmos! Podemos ter tudo ao sermos seguras de quem somos!

Como fazer isso? Comece a aceitar a mulher dos 40! Esta mulher que não é mais manipulável, esta mulher que já sabe dizer não, esta mulher que não é mais vulnerável e que tem seus próprios princípios. Não minta mais para você mesma, seja honesta com os seus desejos, e aceite que a maturidade é o começo da libertação! Em termos de inconsciente coletivo, a mulher madura mata todas as sombras coletivas! A mulher madura consegue realmente ser a sua própria protagonista, assim como nos lendários contos de fadas e mitos; devemos continuar a lutar e a viver mesmo que a bruxa malvada venha atrás de nós para nos ameaçar. A mulher madura sabe dizer não à maçã envenenada!

“Viver as mudanças ajuda a reconhecer que somos seres com desejos. Trata-se de um grande desafio, porque as mulheres transitam pela vida a serviço das necessidades dos demais, e assim, tomam como seus os sonhos que não lhes pertencem. Têm dificuldade em saber o que querem realmente”. (Marisa Sanabria)

Confio na maturidade dos 40, no Portal de Consciência que se abre, nos desejos que nos sacodem e nos movem a ações mais prazerosas e autênticas. Acredito que mesmo com todos os medos eles nos servirão para ganharmos força e motivação, e assim conseguirmos aceitar de fato o processo de envelhecimento, de forma saudável e leve.

A mulher madura que se liberta da ditadura do olhar masculino, e que aprende a cuidar do corpo não mais como um objeto de mercado, submetido a prostituição da imagem, (como dizia Baudelaire), passa a ter consciência de seu templo sagrado. Um espaço único, que respeitaremos com nosso amor-próprio, e saberemos colocar limites que sejam verdadeiros à nossa alma instintiva.

Podemos ser vaidosas e cuidarmos do nosso templo, mas não mais com exigências externas, que nos fazem sucumbir aos padrões patriarcais. Não devemos mais carregar em nosso ventre todos preconceitos e autojulgamentos hostis em relação à nossa autoimagem – isto é profanar o nosso Templo, que é Sagrado.

A Verdade é que devemos aprender a honrar o próprio corpo como templo sagrado, e buscarmos a felicidade e satisfação em nós mesmas, para então saber dosar e dedicar um tempo saudável para a nossa própria beleza.

E dessa forma, conseguiremos uma abertura a quaisquer movimentos da vida e uma maior fluidez na dança com o próprio corpo.  Seremos as Deusas para nós mesmas!

Acredito que em nossas próprias curvas e em nossos próprios ossos, podemos ver a beleza de quem somos! Acredite! Supere com alegria a ponte que a conduz da face mãe para a face anciã, e lhe impulsiona atravessar para o outro lado – lhe fazendo dar as mãos à Mulher Sábia.

Círculo de Mulheres

Em Busca do Sagrado Feminino é uma proposta para que a Mulher Contemporânea compreenda o seu próprio Espaço Sagrado, e saiba reverenciar a sua própria Beleza e Autenticidade. Que todas as Mulheres possam aprender a Buscar nos Ciclos da Vida o respeito por cada fase e cada face do Feminino. Reconhecer a Mulher Sábia é buscar a verdade em si mesma!

No Conto “A Procura da nossa turma: A sensação da integração como uma benção” nos remete às várias histórias de rejeição pelos pais a uma criança diferente das demais. Em muitas histórias familiares, o que geralmente predomina é a aceitação do que é considerado normal, aquilo que é comum nos modelos seguidos culturalmente. Muitas vezes, as crianças são rejeitadas em grupos de colegas, ou até pela família, porque não estão correspondendo às expectativas das pessoas ao redor. Muitas vezes as mães tentam defender os seus filhos e protegê-los dos preconceitos, mas fracassam por não querer serem exiladas da comunidade.  Podemos pensar nas histórias de muitas mulheres que tentam se encaixar em rótulos, em estereótipos, com a possibilidade de se salvar de uma ditadura de ações esperadas. Elas vão se perdendo, e consequentemente se desconectam com elas mesmas e se afastam da força da mulher selvagem, porque tornam-se aquilo que não desejam ser. Por sentirem-se oprimidas, aquelas mães que abandonam o instinto básico de proteção ao seu filho, se tornam mães ambivalentes e prostradas. Pois estas mulheres vão pouco a pouco desistindo de confrontar o mundo, e consequentemente, não defendem mais os filhos.  Estas mães têm medo de serem rejeitadas pela comunidade, e podemos inferir que este medo está inserido no Inconsciente Coletivo contido na psique de todas as nossas antepassadas, que por séculos foram controladas e reprimidas. Elas tiveram que se dividir a nível psíquico: ou optavam por serem aceitas ou eram consideradas estranhas e rebeldes.
Esta questão está por detrás da legitimação do casamento, visto que, por gerações, muitas mulheres acreditaram que seriam salvas ao aceitarem seu papel de esposas e boas mães. Elas foram coniventes com os valores morais de que “o ser humano poderia ser aceito a menos que um homem dissesse o contrário”. (Clarissa Pinkola Èstes). Para tantas mulheres que estão dentro de um constructo, ou estereótipo de “prostradas”, que significa o instinto selvagem reprimido, sofrem da dicotomia da relação de exigências exteriores e as exigências da alma, pois há uma incerteza quanto ao seu verdadeiro valor.
Mas nada está perdido! No fim do túnel existe uma luz, uma esperança para todas as mulheres perdidas de sua essência. Acredito que o movimento de cura está em levantar-se e sair a procura do lugar a que pertencemos. Muitas mulheres que tiveram mães prostradas não devem repetir este padrão de apatia. Devemos quebrar a rede de neuroses e comportamentos repetitivos. Devemos dar lugar a força da Mulher Selvagem para sermos criativas e autênticas!
Nos antigos rituais de passagem, de bênçãos do útero, do parto, era comum que um grupo de mulheres se reunisse para despertar seus instintos com a presença da Mulher Selvagem.
Sendo assim, quando a mulher era tocada por esta presença, ela se fortalecia e conseguia canalizar seus instintos para a sua prole. As anciãs de muitas tribos e culturas eram as guardiãs desta sabedoria, e passavam as bênçãos de forma natural e espontânea.

Nos nossos tempos modernos, o processo de gestação, do parto e puerpério são muito isolados, acarretando que muitas mães saem dos hospitais solitárias, rumo ao lar em que permanecem durante longos períodos, como mães separadas da sua vida instintiva. Acabam cuidando dos seus filhos de forma automática. Somente despertando a vida instintiva irão despertar uma Mãe Nutridora.
Muitas mulheres vivem no papel de mães-crianças, imaturas quanto a sua maternidade. Se tornam frágeis na educação de seus filhos, pois não possuem uma identidade bem definida e precisam ir em busca do Self perdido. Como no conto, o patinho feio foge desta mãe prostrada, e vai em busca de seus semelhantes. Ele enfrenta várias hostilidades neste percurso, busca lugares onde possa repousar. Como uma síndrome, ele vai batendo de porta em porta,  e sempre é recusado e rejeitado. Deste modo, o patinho feio desperta seu instinto de sobrevivência, e somente nesta condição, consegue superar e ter uma reação ao isolamento. A síndrome do ser diferente faz com que continue buscando amor, mas se colocando em situações de risco e ele encontra uma grande escassez de afeto. Fazendo um paralelo com as mulheres, descobrimos a Síndrome da Vítima, aquela que foi rejeitada e castrada e passa a se comportar a vida inteira neste padrão. Até que alcance a liberdade de ser, com o fio de ligação à Mulher Selvagem!
Muitas mulheres sofrem neste percurso, mas a Cura está no retorno ao amor-próprio, quando realmente conseguem reencontrar o amor, a sua alma, sua essência. Existe o perigo de tropeçar e ficar no comodismo do papel de vítima, mas uma hora a Mulher Selvagem surgirá e a jornada recomeçará!

No final deste conto, o patinho feio é reconhecido pelo grupo de cisnes. Para seguir uma vida instintiva é necessário trazer à consciência as histórias de muitas mulheres exiladas e saber honrá-las! A mulher precisa da liberdade de ser quem é, ela precisa gritar e sacudir o esqueleto! Quando a mulher passa a aceitar a sua beleza selvagem encontra a paz interior. È quando de fato acontece a sua verdadeira integração consigo mesma.

Atividades Sociais no Alecrim

O Alecrim Espaço Terapêutico está promovendo várias atividades com o intuito de compartilhar conhecimento e também arrecadar doações destinadas à Casa Lar Luz do Caminho. São palestras, atividades artísticas e culturais.

Faz parte dessa proposta uma programação de filmes com debates, mostra de fotos, meditação e muito mais.

Além disso, nossos terapeutas estão oferecendo atendimentos em troca de alimentos para o mesmo destino.

Participe, além de se beneficiar, você pode ajudar as crianças desta Casa Lar.

Sua presença é importante, esperamos você!

Meditação

Debate

Mostra

Celebração Aniversário de 1 ano do Alecrim Espaço Terapêutico

Aniversário.jpg

Aconteceu no último sábado, dia 29, a Celebração Aniversário de 1 ano do Alecrim Espaço Terapêutico. Foi uma festa linda, com músicas, danças e um jantar especial.

Agradecemos à todos que estiveram presentes e também à todas as pessoas que fazem com que o nosso Coletivo caminhe cada vez melhor, sejam terapeutas ou pacientes, todos são muito importantes para nós.

Na imagem há alguns registros da nossa celebração.

Gratidão! E vida longa ao Alecrim!

DOAÇÃO CASA LAR LUZ DO CAMINHO

Aconteceu no último dia 25, aqui no Alecrim, em parceria com o Guia da Alma, a 2ª Cura Solidária – Edição de Outono: um evento que reúne pessoas para compartilhar o amor e celebrar as energias de luz e cura do Universo.

As contribuições deste evento foram destinadas a doações para Entidades Filantrópicas.

As imagens são das doações feitas à Casa Lar Luz do Caminho, um lugar que cuida de crianças de 0 à 5 anos, e que precisa da ajuda de todos.

Agradecemos à todos os envolvidos neste dia, o resultado foi muito especial!

Confira outras imagens e informações aqui:

http://guiadaalma.com.br/2a-cura-solidaria-edicao-de-outono/

 

Apresentação1