Não é muita loucura? Tomara que seja

VOCÊ SABIA?
👉 Mulheres são as principais consumidoras de medicamentos tipo ansiolítico e antidepressivo.
São drogas lícitas prescritas por médicos, certo? Porém, muitas (quase todas) mulheres fazem “carreira” nesses medicamentos, sendo que seus efeitos são de adaptação a papeis adoecedores (fazer com que suportem), tais como tripla jornada, trabalhos domésticos, violências de genêro, etc.
Ou seja, a dependência não é vista como problema a ser tratado justamente porque mantem funcionando dentro dos papeis ideais prescritos para as mulheres em nossa cultura.
E OS HOMENS?
Os homens aparecem como maiores dependentes químicos de drogas ilícitas (álcool, principalmente), e ADIVINHA? Foi criado política pública para dependentes químicos, o dispositivo do CAPS AD.
🤔Percebeu a diferença de tratamento de homens e mulheres??
É “normal” mulheres em sofrimento psíquico tomando remédios e modificando seus corpos para se encaixar no padrão de mulher.
Isso não é considerado loucura? não na nossa cultura.

Então, como uma boa mulher que reafirma seus direitos de Ser livre (ou o mais próximo disso): “tomara que seja loucura” suficiente para não me encaixar em padrões normativos, obrigatoriamente.

🌀Sou Laise Nogueira
Psicóloga Clínica Gestalt-terapeuta CRP 12/16615
Atendimentos em Florianópolis.
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Referência:
Zanello, Valeska. Mulheres e loucura: questões de gênero para a psicologia clínica. Em: Gênero e feminismos: convergências (in)disciplinares. Brasília-DF. Ex Libris, 2010.
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Suicídio – Setembro Amarelo

Setembro Amarelo

Suicídio – Setembro Amarelo
Texto: Leonardo Bonotto
Psicólogo do núcleo de psicologia do Alecrim.

Atualmente é muito comum ter contato ou conhecer pessoas que se sentem “perdidas” na vida. Assuntos como desesperança, falta de sentido ou uma forte convicção de que não existem mais razões para viver podem aparecer em uma conversa com alguém próximo. Mas o que fazer quando se deparar com uma situação assim? Veja algumas dicas sobre o assunto:

– Como perceber características de uma pessoa que pensa em suicídio
A pessoa não enxerga mais alternativas de mudanças em sua própria vida.
Sensação de Perdas, podem ser amorosas, financeiras etc.
Muito deprimido(a)
Uso de substâncias
Perda de interesse, não faz mais sentidos às coisas das quais gosta
O sofrimento é constante e não se percebe melhora na vida.
Isolamento, apatia, descuido com a aparência
Alteração de humor, altos e baixos
Sentimentos de ódio, raiva, vergonha raiva de si
Medo de perder o controle, culpa etc

– Fatores de risco que motivam o suicídio
Tentativa anterior
Transtorno mental, de humor ou de personalidade
Abuso de substância
Histórico familiar
Falta de vínculo social e familiar
Doença terminal ou incapacitante
Desemprego
Rompimento de um relacionamento afetivo
Estresse acomulado na rotina

– Mitos
Quem diz que não vai se matar não se mata. Ao contrário, é um forte indício.
As pessoas que se suicidam não procuram ajuda. Isso não é verdade, 75% procuram ajuda antes de cometer suicídio.
Quem sobrevive a uma tentativa não tenta novamente. Tenta sim, é preciso ter muita atenção a quem já tentou.
Não se deve falar sobre o assunto. Na verdade é importante falar disso de uma forma adequada para poder ajudar
Não há como impedir quando a pessoa decide. Existem muitas maneiras de fazer a pessoa desistir do suicídio
Quem planeja é porque quer. Na verdade a pessoa quer pôr fim a sua dor, e não necessariamente a vida.

– Como ajudar
Ser enfático em uma conversa, perguntar diretamente pra pessoa
“Você já pensou ou planejou tirar sua própria vida? Você está pensando nisso agora? Se você já pensou em suicídio, como você planejou? Como ? por quê? Você acha que a vida vale a pena?
Sem cobranças, indignação, pressões, julgamentos ao abordar o assunto “suicídio”.
Se a pessoa vê em você alguém em que pode confiar ela poderá se abrir e falar o que está acontecendo.
Mas se ela sentir que é alguém como uma figura de autoridade ou alguém que vai problematizar ou piorar ela pode não se abrir.
Fazer um pacto para sempre que ela precisar pode contar ou falar.
Quem está ao redor ficar atento para perceber atitudes
Por fim, procurar um profissional especialista. Médico,psiquiatra, psicólogo etc.
CVV Centro Valorização da Vida por telefone